sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Praça abandonada há muitos anos em Brasilia Teimosa

Exercício proposto pelo grupo de Web 2.0 - Adalberto

É incrível a quantidade de praças abandonadas espalhadas pela Região Metropolitana do Recife. Em todos os bairros é possivel encontrarmos pelo menos uma que sirva de exemplo de abandono e descaso. Muitas vezes esses locais viram pontos de comércio ilegal ou outro tipo de coisa; mas nunca um espaço de diversão e entretenimento.
Mais um exemplo disso é uma pracinha localizada na comunidade da Vila Teimosinho, bairro de Brasilia Teimosa, Zona Sul do Recife; ela fica localizada especificamente entre as ruas Das Orquídeas e a Girassol. Um ponto movimentado de pessoas. Um espaço com alguns buracos onde o esgoto fica céu a aberto, incomodando os moradores devido ao mau cheiro e as muriçocas. Muitas vezes é usada como estacionamento de carros velhos.
A praça deveria ser o melhor local de lazer para os moradores da comunidade que pedem melhoras constantemente para os representantes politicos da área. Nada foi feito até hoje e a situação só faz piorar. Típico neste país. A falta de iluminação também faz parte dos problemas do local.

sábado, 8 de outubro de 2011

GQ

Da antítese nós encontramos a semelhança. É notável e até mesmo incrível que numa mesma cidade, a produção cultural seja tão intensa e diversificada. De um extremo a outro, temos uma variedade gigantesca de cabeças, mundos e idéias, mas que de uma forma ou de outra acabam ligadas por um bem comum. Nesse caso, a música. Do frevo de orquestra ao rock alternativo, tudo está separada por poucos quilômetros de distância.


No último dia 26 de setembro foi lançado, virtualmente, Summertime, o segundo Ep da banda pernambucana de rock alternativo, Team.Radio. Depois de uma bem sucedida estréia, com White Tokio, de 2009, o quinteto retorna ao estúdio numa nova formação e atribuindo cada vez mais novas concepções sonoras à suas canções.
Formada em 2008, originalmente era um quarteto e trazia Roberto Pardal e Gustavo Sóter no vocal e guitarra, Arthur Bonfá e André Maranhão na bateria e baixo, respectivamente. Em pouco tempo, a Team.Radio ganhou destaque pela sonoridade shoegazer e pela coragem de aflorar influências tão longínquas e impensáveis para o cenário musical pernambucano. Desprovidos, portanto, de qualquer pretensão comercial e mesmo com um público alvo muito escasso, a qualidade sonora da banda fez com que ela tocasse em diversas capitais do nordeste, além de uma histórica turnê por SP. Turnê essa que contou, inclusive com um show no bar Asteroid, em Sorocaba, que mantido pelos membros fundadores do Wry, uma histórica banda de rock alternativo brasileira.
Em meados de 2010, porém a Team.Radio teve sua formação alterada pela primeira vez, com a entrada da tecladista Marina Silva, que passou a dividir os vocais com Pardal. A partir de então, a sonoridade antes shoegazer passou agora ter o dream pop e o post rock como base. Com arranjos extremamente detalhistas e trabalhados, as canções chegaram facilmente à casa dos oito, nove minutos de duração. Investindo mais do que nunca em guitarras dedilhadas e timbres aéreos, a banda chegou num ponto de equilíbrio entre o caos transcendente comum ao post rock e a doçura dos acordes com a sétima aumentada. O produto final dessa mudança resultou no recém lançado EP, que de suas cinco músicas, possui duas totalmente instrumentais.

Gravado no velho de guerra estúdio Carranca, em Recife, durante o feriadão do carnaval de 2011, Summertime ainda contou com a participação do guitarrista e vocalista da Foxy Trio, Thiago Gadelha, que após o término das gravações passou a integrar definitivamente a banda, substituindo Sóter, que saiu para se dedicar ao mundo dos games. Como se isso tudo ainda não bastasse, todas as canções foram masterizadas no SAE Mastering (Phoenix, no Arizona – EUA) por Roger Seibal, que traz no currículo nomes como Cat Power e Death Cab for Cutie.





sexta-feira, 7 de outubro de 2011

História na cultura de Pernambuco

Orquestra de Frevo de Brasília Teimosa anima os blocos de carnavais da periferia há mais de dez anos com trabalho de inclusão cultural.



O carnaval de Pernambuco é famoso por formas diferentes de carnaval de rua, desfiles de agremiações carnavalescas, apresentações de cantores e conjuntos musicais em palanques específicos nos bairros. Multicultural e diversificado, a maior festa do mundo mantém a cultura em sua essência com desfiles de blocos de rua fazendo com que a alegria esteja espalhada por todo estado.
A Orquestra de Frevo de Brasília Teimosa é uma das responsáveis por animar os blocos de rua e os palcos da periferia. Com mais de dez anos de existência o grupo é formado por jovens que tiveram as carreiras iniciadas através do incentivo do renomado maestro Rubens Soares, um dos precursores da cultura no bairro.
Pensar que o frevo vai sumir cada vez mais das campanas dos instrumentos por causa dos trios elétricos, outros tipos de carro de som ou coisa parecida, está enganado. Quem ama o carnaval de Pernambuco sabe que manter a cultura das orquestras de rua é manter também a identidade da festividade. Com esse pensamento é que os músicos da Orquestra de Brasília Teimosa trabalham com satisfação e alegria contagiando aqueles que vão atrás dos blocos pulando e dançando.
No início, o conjunto era composto apenas por cinco músicos; eles não tinham transporte particular e as dificuldades que todos aqueles passam antes de chegar ao auge da carreira eram constantes. Hoje em dia a situação é bem diferente. Mais de cem pessoas entre músicos formados e iniciantes compõe a orquestra de frevo do Rubinho como é popularmente conhecida em Brasília Teimosa, fazendo com que muitas vezes seja subdivida para suprir a demanda de festas no período carnavalesco.
Também um dos secretários da Associação das Orquestras de frevo de Olinda, o maestro Rubinho trabalha há quase três décadas na formação de novos músicos. Educador também da Banda Musical Comunitária de Brasília Teimosa, esta várias vezes campeã de concursos, o regente sempre se envolveu na política ajudando na proliferação da cultura na comunidade e também no bairro do Ibura onde por alguns anos trabalhou em escolas. "imagine se todos os homens trocassem suas armas por instrumentos musicais", disse e ainda expos a frase em faixas pelas ruas.
Os ensaios da Orquestra de Frevo do Rubinho acontecem em dois domingos no mês na escola estadual João Bezerra pela manhã. As aulas voluntárias para os iniciantes são nas segundas, quartas e sextas à tarde no mesmo local. O trabalho ainda se estende com a banda de forró pé de serra Xote Moleque e, até pouco tempo, aconteciam aulas de percussão para crianças especiais. Muitos jovens que iniciaram as carreiras de músicos através da orquestra, hoje em dia conseguiram realizar seus sonhos. Uns tocam em bandas pelo Brasil outros tornaram-se maestros e educadores seguindo o exemplo de Rubinho, praticamente um pai para maioria dele.
"Em 1994 eu comecei a me interessar por música e resolvi aprender um instrumento de sopro. Procurei entrar na banda da escola que eu estudava; ali eu comecei e me destacar até virar o braço direito de Rubinho na banda e principalmente na orquestra. Os anos se passaram a experiência foi aumentando e hoje também sou maestro e educador em outra escola. Procuro hoje passar pros jovens o que foi passado pra mim na época de iniciante". O depoimento de Emerson Freitas ilustra muito bem a sua trajetória profissional. "Primeiro é preciso dedicação e vontade de realizar seus sonhos", completou. Esse não é apenas um fato isolado.
Com uma vida sem esperança, só havia uma coisa que fazia Michael Marco Flor feliz, as aulas de música da orquestra de Brasília Teimosa. "Cheguei aos meus 18 anos sem saber o que fazer na vida, até porque venho de uma família e comunidade pobre. Me alistei no exército e graças ao meu conhecimento de músico já vou indo para meu sexto ano como soldado engajado no quartel Parque Regional da Manutenção",disse. "Só tenho a agradecer pela oportunidade que tive, um trabalho desses tão louvável não pode acabar", completou.

- Confira abaixo o som da Orquestra de Frevo de Brasília Teimosa:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Intrigas de Estado



Há cerca de um ano, o Brasil acompanhava chocado o confuso caso do assassinato de Elisa Samúdio, ex namorada do então goleiro do Flamengo e também mandante do crime, Bruno. Pois hoje, ao sair do cinema, a sensação de que o desajuste emocional é uma característica de pessoas encarregadas de representar um grupo maior voltou a aparecer.
A trama de Intrigas de Estado gira em torno do jornalista Cal McAffrey (Russel Crowe) e de sua parceira Della Fry (Rachel McAdams), que investigam a morte da amante de um velho amigo de McAffrey, o deputado Stephen Collins (Ben Affleck).
Escrito à quatro mãos por Mathew Michael Carnahan e Tony Gilroy, o roteiro é hábil em trazer para a ficção o ritmo intenso comum à produção de um documentário. Realçando aspectos técnicos que acabam passando despercebidos para o grande público, como a relação dos repórteres com as fontes ou a relação profissional dentro da redação do jornal, o desenvolvimento da trama ganha um tom verossímil especialmente pelo cuidado com os diálogos.
Outro ponto forte da dupla de roteiristas está na inclusão de novas formas de fazer jornalismo aos recursos usados pelo protagonista vivido por Crowe. Em dado momento, quando sua chefe, por medo de levar um furo, o proíbe de ir além na investigação, ele utiliza-se de mídias alternativas para continuar no caso, quebrando a barreira que separava o jornalismo investigativo da investigação policial.
E se o roteiro acerta de forma impecável, o diretor Kevin McDonald não deixa a desejar. Conhecido por seu trabalho como documentarista (Pelo qual, ganhou o Oscar de Melhor documentário, em 199, com Um dia de Setembro), foi a opção certa para retratar com clareza e ritmo a produção. Optando por uma direção prosaica, ele conduz a trama com extrema cautela, aproveitando cada cena ao máximo, sem excessos.
Vivido de forma amargurada por Crowe, Cal se mostra um homem obstinado e justo, que não mede esforços para fazer o que lhe parece certo, assim como o incônico Maximus de Gladiador, tomadas as devidas proporções. Helen Mirren, uma atriz de calibre, acaba sendo desperdiçada pela que talvez seja a única falha do roteiro: Em nenhum momento, a personagem demonstra alguma característica humana e acaba afogada em uma editora que pouco se parece com a realidade. Outro que não teve espaço Por outro lado, Rachel McAdams vive de forma intensa a jovem repórter Della Fry, que ainda convive com dilemas tradicionais de quem ainda está começando uma carreira, como a insegurança.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Em  épocas não muito distantes, quando bullying ainda se chamava "tiração de onda" e ninguém era encaminhado a julgamento por caçoar de um ou outro nerd, a ingenuidade e a insegurança eram só questão de tempo. Os anos passavam e mostravam quem era melhor: Aquele pessoal estranho, que geralmente tinha uma banda de rock alternativo, lia os romances de Palahniuk e apanhava dos playboys filhinhos de papai. Não existia motivo certo para isso, mas talvez a auto reflexão obtida pelos anos de castidade imposta e pela repressão sofrida por serem diferentes ajudavam muito.  Fato é que os  nerds de outrora são os ídolos do presente - Infelizmente, um presente decadente.

Aí beleza, o mundo evoluiu e a tal da internet se popularizou. Graças ao fator determinante do mundo digital, o "Imediatismo", acontecia uma revolução virtual por semana, o que por sua vez, levou o nosso modelo de vida da água para a coca-cola. Primeiro, a materialização dos nossos sonhos foi substituída por um... Sampler. O disco virou mp3, o filme virou mpeg e o livro virou blog. De repente qualquer pessoa tinha acesso a bens culturais vindos do mundo todo e em menos de um segundo.

Aparentemente, essa aceleração do consumo e da produção de cultura era uma coisa boa, mas... É aquela velha história milenar do lobo em pele de cordeiro. A internet teve como efeito colateral um culto exacerbado à efemeridade, o que obstruiu cada vez mais a auto reflexão tão importante para as gerações passadas. Com o acesso a tanto, criou-se um excesso de tudo. Em pouco tempo aquele pessoal lá do primeiro parágrafo, que tinha uma banda e tal, estava totalmente dominado pelo imediatismo e não tinha mais a capacidade de filtrar a informação. De uma hora para outro Chuck Palahniuk estava equiparado com Stephanie Mayer e Lady Gaga ganhando do Velvet Underground.

Imunizando a meninada.


O Ministério da saúde lançou no último sábado a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Nela, foram vacinadas 7,2 milhões de crianças, metade do número das vacinadas na primeira etapa realizada dia 12 de julho. A meta inicial era imunizar 14,6 milhões de garotos e garotas de até 5 anos, esse número já foi superado e o resultado final será divulgado no final de agosto.
A poliomielite é uma doença causada por vírus e altamente contagiosa responsável pela famosa paralisia infantil, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início inesperado. Ataca em geral os membros inferiores, sem forma, com sensibilidade conservada e ausente de relexos no segmento atingido. Para prevenir esse risco em seu filho(a), procure um posto de saúde mais próximo de casa.